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Arquivo do mês: novembro 2011
O Ladytron é o tipo de banda que já fazia música para dançar muito antes de Hot Chip, Cut Copy e Phoenix dominarem festas de norte a sul do Brasil, de leste a oeste do planeta. Muito antes da palavra “electro” ser comum para descrever um artista ou uma balada. Para Brian Eno, cara que já produziu álbuns de U2, David Bowie e Coldplay, eles são “o melhor da música pop britânica”. Mas o Ladytron não se acha pop, só quer fazer a música que gosta de fazer.
Com pouco mais de 10 anos nas costas, o quarteto inglês coleciona grandes álbuns, embora seja pouco conhecido do grande público. Dias atrás, estiveram no Brasil apresentando seu novo disco, “Gravity the Seducer”. Fizeram show em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Aproveitando a visita, sentamos para um papo rápido com Daniel Hunt, principal figura da banda. Daniel fala sobre ser ou não pop, da vontade que eles têm de estar sempre progredindo e, para aqueles que se põe na frente, manda um recado: “a vida é curta”.
O Brian Eno já descreveu o Ladytron como “o melhor da música pop britânica”. Mas vocês nunca chegaram a ter um hit no topo das paradas, por exemplo. Isso incomoda?
Daniel: O “top 40” se refere apenas ao Reino Unido. Não é uma medida relevante ou correta de nada a não ser de quanto sua música toca nas rádios do país. Penso que o tamanho dos shows é uma representação mais próxima do nível de um artista. Além disso, nenhuma das minhas bandas preferidas teve um grande hit radiofônico.
Então a palavra “pop” talvez não fosse a melhor para descrever a música do Ladytron?
Daniel: Eu acho que o ponto é: pop é uma forma, não apenas uma descrição de popularidade.
Vocês fazem música desde 1999/2000, muito antes dessa onda electro, de remixes e mashups estourar mundo afora. Tem até gente que já chama o Ladytron de “veteranos”. Como você se vê em meio a essa nova geração de artistas?
Daniel: Nós apenas continuamos a fazer álbuns que gostaríamos de fazer. Sinceramente, não acho que temos mais muito a ver com toda essa cena.
Os artistas geralmente lançam coletâneas “Best Of” quando chegam ao final da carreira, mas vocês lançaram uma este ano. E ela ainda traz uma porrada de remixes feitos por gente legal como Hot Chip, Tiesto e Felix da Housecat. Como rolaram essas escolhas?
Daniel: O “Best Of” marcou nossos 10 anos de banda, acho que foi um ponto lógico no tempo para fazer algo desse tipo. Já os remixes… Depende, muitos são sugestões de outros artistas, alguns se oferecem para fazer, outros nós buscamos dentro desse leque de artistas que admiramos.
Falando em admirar… O Ladytron sempre foi uma das bandas mais admiradas no cenário da música eletrônica, mas seu novo disco, “Gravity the Seducer”, parece se afastar do electro. Vocês até chamaram o Barny Barnicott, produtor dos Arctic Monkeys, para trabalhar no álbum. Seria uma amostra de onde o Ladytron vai daqui pra frente?
Daniel: Com certeza. Já tem muita música eletrônica no mundo, então nós não precisamos estar fazendo a mesma coisa. Nos concentramos em nossa essência. O que nós queríamos era progredir, como sempre, e sem esse desejo fazer música não teria o menor sentido.
Pois é, muitos de seus fãs querem manter o Ladytron como “seu melhor segredo”. Por exemplo, quando vocês escreveram músicas para a Christina Aguilera, teve um monte de gente irritada por aí. Esse tipo de mentalidade joga vocês para trás?
Daniel: Acho que não, a gente sempre fez música para satisfazer a nós mesmos. Por outro lado, se alguém pede para escrevermos algo para uma artista pop, eles deveriam ver o mesmo potencial em uma colaboração interessante que a gente faça. Eu realmente não entendo esse tipo de mentalidade. A vida é muito curta.
Publicado em MÚSICA
Com a tag Com a Palavra, Ladytron
Dezembro está batendo à porta, 2011 vem chegando ao fim e com isso passam a pipocar aqui e ali aquelas famosas retrospectivas.
É lista de melhores álbuns do ano, dos principais acontecimentos, ranking das personalidades mais importantes e também dos gols mais bonitos. Porque o futebol também teu os seus grandes momentos.
A Fifa, entidade maior no mundo da bola, tem em seu site os dez candidatos ao Prêmio Puskas, que ano após ano contempla o gol mais bonito da temporada. Neymar? Está na lista, é o único brasileiro. Está na disputa com Julio Gómez, Ibrahimovic, Lisandro López, Lionel Messi, Wayne Rooney e Dejan Stankovic.
Segundo a Fifa, os critérios vão de estética a importância da partida, da ausência de fatores que tenham facilitado a marcação do gol a desportividade. E tem de tudo: jogadas individuais, chutes de longa distância, gols por cobertura, sem-pulos e até improváveis bicicletas.
Dá uma olhada:
Ah, e você mesmo pode votar no seu gol favorito lá no site da FIFA.
Talvez você não saiba que o YouTube andou produzindo um filme. Pois é.
E não é qualquer filme, mas um documentário colaborativo realizado a partir de vídeos enviados por usuários de todo o planeta. E produzido por Ridley Scott, o mesmo diretor de clássicos como “Blade Runner – O Caçador de Andróides”, “Thelma e Louise” e “Hannibal”.
A ideia era até bem simples: fazer com que as pessoas enviassem gravações de seu cotidiano, sob o tema “um dia em sua vida”.
Depois de 80 mil vídeos, vindos de 197 países, feitos em 45 línguas e resultando em 4.500 horas de gravação, veio “Life in a Day”. Que finalmente está na internet, para ser assistido na íntegra.
É pra ver agora!
Publicado em COOLNESS
106 desenhos, uma estátua em bronze e três histórias completas. É com esta soma que um dos mais importantes e influentes artistas de quadrinhos de todos os tempos marca presença no Brasil.
Will Eisner faleceu em 2005. Mesmo assim, ainda é um dos nomes mais reverenciados do planeta quando o assunto é HQs. Basta lembrar que, em 1940, ele criou The Spirit, um detetive mascarado sem superpoderes que protege os habitantes da fictícia Central City. É seu mais célebre personagem, um marco do gênero. Não à toa, o norte-americano deu origem ao Eisner Awards, uma espécie de Oscar dos gibis.
Seis anos após sua morte, “O Espírito Vivo de Will Eisner” vem apresentando em São Paulo um panorama impecável da obra do artista. Os desenhos expostos na mostra, por exemplo, são todos originais, tirados de sua própria coleção. A estátua é de seu principal personagem, o Spirit, instalada em meio a uma Nova York quase real. Já as histórias são raridades: revelam seus últimos desenhos. E tudo está entrelaçado com depoimentos pessoais do quadrinista.
“Fico imaginando que o Will, onde estiver, está dando pulos de regozijo”, brinca a curadora Marisa Furtado.
Além de mergulhar no universo de The Spirit, a exposição ainda reúne outra porção de trabalhos marcantes de Eisner – estão lá “Um Contrato com Deus”, “A Força da Vida” e “Assunto de Família”, deixando claro a capacidade do cara em desenvolver narrativas complexas, enquadramentos quase cinematográficos e efeitos de luz e sombra sem igual.
Até 18 de dezembro, “O Espírito Vivo de Will Eisner” está em cartaz no CCSP, centro de São Paulo. Sempre à partir das 10h. E com entrada gratuita. Ou seja, é pra anotar na agenda e não perder a visita.
Imperdível!
Publicado em ARTE
Com a tag de Will Eisner, Desenhos, Quadrinhos, Will Eisner






