#ComAPalavra: Fabiano Tissot e o Stand Up Paddle
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Stand Up Paddle. Já ouviu falar? Sabe o que é?! Em resumo, é o surf praticado com remos. “E lagoas e rios são ótimas pistas pra quem quer começar”, garante Fabiano Tissot.

Tissot é surfer desde criança, do tipo big rider, que não tem medo de encarar ondas gigantes. Pelo contrário – no ano passado, por exemplo, participou da etapa do Stand Up World Tour em Sapinus, no Taiti. Onda muito parecida com sua temida (e desejada pelos corajosos, é claro) irmã Teahupoo.

“Surfar ondas grandes é um fascínio”, diz ele.

Considerado um dos grandes quando o assunto é Stand Up Brasileiro, Tissot teve participação importante pro surf tupiniquim quando introduziu o tow-in na Ilha dos Lobos (RS) e na Laje da Jagua (SC). Ao blog Rider, passou a limpo essa história de surfar com remos e arriscar a vida em ondas de tremer a base.

Aproveite aí. E boas ondas!

Stand Up Paddle é, basicamente, o surf praticado com remos, certo? Mas e a prancha, o equilíbrio, a técnica… Muda tudo ou a base é semelhante?

Tissot: Com certeza é mais fácil pra um surfista experiente aprender o sup (Stand Up Paddle) nas ondas, se comparado a um iniciante. Porém, lagoas e rios são ótimas pistas pra quem quer começar a remar em pé sobre uma prancha, curtindo confortavelmente o visual ao seu redor.

Dizem que o sup surgiu no Havaí lá pelos anos 40, mas no Brasil parece estar se tornando mais popular só nesse último ano e pouco. Por que você acha que veio esse fascínio pelo esporte só agora?

Tissot: Acredito que a tecnologia possibilitou pranchas mais leves e dinâmicas. O equipamento evoluiu muito nos últimos anos e o esporte cresceu com isso.

É mais fácil pra alguém do surf tradicional migrar pro sup? Ou acha que rola do cara começar direto no Stand Up e tudo bem?!

Tissot: Um surfista experiente evolui mais rápido, mas o sup é pra todos. Nos Estados Unidos, a maior concentração de praticantes está nas águas internas do país, e não no litoral. Justamente em rios e lagos.

Qual o melhor pico que você já surfou, aquele que você recomendaria sem pensar duas vezes?

Tissot: Com certeza o Taiti.

Você começou no surf e depois passou pro tow in. Agora pulou pro sup, inclusive em ondas grandes. Essa mescla significa novos desafios a todo instante?

Tissot: O bom de ir alternando o estilo de surf é que você adiciona novas formas de diversão àquelas que já usava antes. Uma complementa a outra, e nenhuma é abandonada. São as condições do mar e do vento que ditam as regras do jogo.

Surfar ondas grandes é um fascínio e ainda estou aproveitando essa fase da vida.

E o que tem o mar que aqueles que já provaram não abandonam jamais? Porque você vê cara de 15 anos surfando, mas também vê o de 40. E isso não acontece em todo o esporte…

Tissot: O mar é um eterno amor de verão, a fonte da juventude. Brincamos que a cada dia nascem mais surfistas, mas eles nunca morrem.

 

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